Realidade aumentada e storytelling: a inovação no jornalismo digital



O que o leitor espera do jornalismo em tempos tecnológicos e de dinamismo dos meios de comunicação

Exemplo de experiência de realidade aumentada do jornal ‘NYT’
Por Ivan Monteiro

A informação está em todos os lugares. Somos bombardeados por diversos meios o tempo todo. O ineditismo está cada vez mais banalizado, ainda mais quando o que é novidade na parte da manhã, até o final do dia já é reconhecido como “notícia velha”. 

A disseminação dos fatos é tão rápida e constante que os receptores estão buscando pela informação que seja cada vez mais relevante para suas próprias vidas. E aí que nascem inovadoras estratégias para se reconectar com o público. Nosso blog desvenda o que grandes veículos estão fazendo para manter essa relevância.

Temos repetido com certa frequência o mal que as Fake News estão causando no atual cenário do jornalismo não só brasileiro, como mundial. Comentamos mais profundamente no texto Fake News se alastra e gera alerta no jornalismo profissional mostrando como uma notícia falsa plantada se alastra com ajuda de robôs. Esse é uma das mais novas preocupações que estão levando empresas jornalísticas sérias a se renovarem. 

E o que empresas consagradas estão fazendo? 

New York Times: Realidade aumentada

Em fevereiro deste ano, o New York Times anunciou a primeira reportagem com uso de realidade aumentada. Na ocasião, a reportagem teve como tema as técnicas de quatro atletas que competiram nas Olimpíadas de Inverno de 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul. 

Esse tipo de inovação, de acordo com a empresa, tem como objetivo levar o leitor para uma perspectiva tridimensional sobre diferentes assuntos. Em um artigo divulgado semanas antes desse anúncio, jornal prometia extrapolar os limites das telas dos dispositivos digitais para “levar as notícias para dentro de casa”.

“É um novo caminho que substitui a percepção abstrata dos objetos e permite uma sensação mais visceral de escala e de realidade”, diz o artigo. “Quer ver melhor uma escultura? Basta andar em volta dela.”

Mas o que o leitor encontra nessa inovação de realidade aumentada? 

A partir do uso de um dispositivo, é possível observar, através da câmera do aparelho, imagens do patinador artístico Nathan Chen, do patinador de velocidade J.R. Celski, da goleira de hóquei Alex Rigsby e da snowboarder Anna Gasser por diferentes ângulos, como se eles estivessem fisicamente na sua frente. 

A inovação ainda é limitada para alguns sistemas operacionais e, para orientar os usuários, o jornal disponibilizou também um guia da nova ferramenta, que pode ser consultado aqui.

Storytelling: impulso para inovar

A realidade aumentada pode ser considerada envolvente e dinâmica, porém, ela não se sustenta se a história em torno de si não for bem contada. A técnica do storytelling conseguiu oferecer um atrativo a mais para leitores por valorizar pontos emocionais de fatos, dando uma perspectiva pessoal na narrativa. A embalagem tecnológica amplia ainda mais essa percepção.

A resposta do público com inovações desse tipo é imediata e não é a toa que o modelo de narrativa oferecido pelo storytelling tem sido usado com grande fervor também pela publicidade. Esse comportamento reflete em um momento em que as pessoas estão em busca de coisas que reforcem suas próprias histórias mais do que em coisas que aprofundem a compreensão do mundo.

“O fato é que ninguém simplesmente acorda e diz ‘hoje eu vou comprar um cortador de gramas’. A razão pela qual os consumidores estão interessados em determinado produto é porque possuem algum problema ou querem simplificar as suas vidas de alguma forma e acreditam que determinado produto pode ajudá-los”, explica Glenn Conradt, vice-presidente de Marketing Global da empresa CoreMedia, em entrevista para a Forbes.

Levando em conta que o produto jornalístico é a notícia, vender um fato utilizando as técnicas de storytelling pode ser um acerto.

Dispositivo mobile: leitor quer praticidade e credibilidade

Entretanto, não adianta o melhor conteúdo se ele não for disponibilizado da forma que o leitor se satisfaça. Hoje, ele está acessando e lendo conteúdo em qualquer lugar e em qualquer hora, tupo por meio do celular. Ele é exigente e busca credibilidade. 

Por isso, investimentos em serviços personalizados e que passam a garantia de que são de fonte primária, deveria ser prioridade no setor. Com essa grande disseminação de Fake News, as pessoas tendem a buscar informações em portais que usem plataformas seguras e oficiais.

A Mundiware, empresa de tecnologia especializada em sistemas digitais para jornais, oferece a criação de apps ideais para a publicação e compartilhamento de postagens aos usuários. Isso garante ainda mais segurança e credibilidade para a empresa jornalística, além da possibilidade de aumento da audiência fidelizada.

O serviço FastNews, desenvolvido pela empresa, é ideal para o jornal ou revista apresentar conteúdo próprio e original de forma instantânea aos seus usuários. O aplicativo disponibiliza diversos benefícios para os leitores e ainda apresenta o push como ferramenta de acionamento para o leitor. Tudo prático e dinâmico, como a informação deve ser difundida em diversos dispositivos móveis.

Com o sistema FastNews App, é possível que o app da sua empresa:

- Envie push ao seu leitor das principais notícias ao longo do dia;

- Dê liberdade ao seu usuário de enviar sugestões de pauta e conteúdo direto do aplicativo;

- Rentabilize com anúncios exclusivos para o seu APP.

Para mais informações, acesse: fastnews.mundiware.com


Com informações: NY Times, Blog News Wire, Blog Folha, Mandae, Átomo.




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