Facebook x Jornalismo: o impacto do escândalo



Compartilhamento ilegal de dados pela companhia de Mark Zuckerberg impacta mais uma vez na frágil credibilidade da rede social

Por Ivan Monteiro

Cambridge Analytica. Essa empresa é a protagonista dos atuais pesadelos de Mark Zuckerberg, chefe do Facebook. A firma, cuja especialidade é em análise de dados, teve acesso a dados privados de 50 milhões de usuários do Facebook a fim de direcionar propaganda política durante a campanha de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos e da votação do Brexit.

Esse recente escândalo levou Mark realizar depoimentos ao Senado e Congresso dos Estados Unidos, buscando limpar a imagem da empresa, que sofreu forte desvalorização no mercado. O que isso sinalizou no mercado da comunicação? Nosso blog comenta o assunto.

Mas como começou a violação de privacidade de usuários no Facebook? Tudo começou em 2015, durante um estudo conduzido pelo professor de psicologia da Universidade de Cambridge (sem qualquer relação com a empresa) Aleksandr Kogan. Para fins acadêmicos, ele lançou um aplicativo que pagava usuários do Facebook em troca de acesso às suas informações. Em uma tacada só, ele obteve acesso a dados privados de cerca de 270 mil pessoas. Depois disso, a questão virou uma bola de neve:

- A coleta de dados desses usuários na pesquisa foi ainda mais longe e, no geral, foram obtidas informações dos amigos de cada usuário que autorizou ceder as suas próprias informações;

- No saldo final, atingidos cerca de 50 milhões de indivíduos; 

- Apesar de o Facebook ter solicitado a exclusão desses dados, isso não teria sido feito e Kogan teria repassado todos eles a SLC/Cambridge Analytica.


O protagonista do escândalo

Quem revelou todo o ocorrido foi Christopher Wylie, que trabalhou na Cambridge Analytica até o fim de 2014. O jovem relatou sobre o uso dos dados logo após o Facebook anunciar o banimento da SLC de sua plataforma. Logo, reportagens do The New York Times (NYT) e do The Guardian repercutiram o assunto se baseando na fala de Wylie. 

“Nós exploramos o Facebook para colher perfis de milhões de pessoas. E criamos modelos para explorar o que sabíamos a respeito delas e mirar os seus demônios internos. Essa foi a base sobre a qual toda a empresa foi criada”, revelou em entrevistas.


Como os dados foram usados

Um dos grandes beneficiados pelo uso de dados de usuários foi o atual presidente norte-americano Donald Trump. Isso porque a sua campanha fez uso de tais informações para criar propagandas personalizadas, na intenção de direcionar o voto dos usuários do Facebook. 

Além da campanha presidencial, a SLC/Cambridge Analytica também trabalhou de forma ativa no Brexit, mais precisamente na vitoriosa campanha pela saída do Reino Unido da União Europeia no referendo de 2016.


Investigações

Se nos Estados Unidos, Mark Zuckerberg luta para salvar a credibilidade do Facebook, no Reino Unido a situação está um pouco mais complexa. Isso porque tanto a rede social quanto a SLC/Cambridge Analytica são investigadas por autoridades britânicas para esclarecer a possível utilização de dados privados obtidos ilegalmente na campanha do Brexit.

“Estamos investigando as circunstâncias nas quais dados do Facebook possam ter sido ilegalmente adquiridos e utilizados”, informou a comissária do British Information Comissioner’s Office, Elizabeth Denham. “Isso faz parte de nossa investigação sobre o uso de dados analíticos para fins políticos, lançada para avaliar como campanhas e partidos políticos, plataformas de mídias sociais e companhias de análises de dados vêm usando e analisando dados pessoais a fim de microdirecionar eleitores no Reino Unido.”


Implicações no Brasil

E os brasileiros também foram alvos dessa violação com 443.117 usuários atingidos. Agora, imagine se a empresa de análise de dados atuasse nas eleições que ocorrem este ano no Brasil? Isso ficou bem perto de acontecer.

Em nota enviada ao El País Brasil, o sócio da Cambridge Analytica no Brasil, o marqueteiro político André Torretta, revelou que era intenção utilizar o método da empresa nas eleições presidenciais por meio de sua empresa, a Ponte CA. Porém, após as recentes denúncias, ele revelou que a parceria com a companhia estrangeira não foi renovada.

“É importante dizer que os fatos não aconteceram no Brasil. No entanto, a Ponte decidiu não renovar a parceria com a CA, até que tudo seja esclarecido”, revelou a assessoria de imprensa de Torretta na mesma nota.


Credibilidade e segurança

Apostar nas conhecidas redes sociais como estratégia para compartilhar notícias é um acerto, todavia, nada como oferecer para o leitor uma plataforma própria, que transpareça a ideia de mais credibilidade e segurança para o leitor. Em tempos de vazamento de dados, qualquer cuidado é bem recebido pelo usuário. 

Não é à toa que a presença digital de meios de comunicação precisa, o quanto antes, ampliar a eficácia e chegar diretamente ao leitor que está sedento por informações de credibilidade. Para isso, investimento em serviços personalizados e com garantia de que são de fonte primária, deveria ser prioridade no setor.

Essa é uma oportunidade de ouro para veículos de comunicação que são profissionais, ganharem de vez a credibilidade do leitor. Com essa grande polêmica sobre vazamento de dados, as pessoas tendem a buscar informações em portais que usem plataformas seguras e oficiais.

A Mundiware, empresa de tecnologia especializada em sistemas digitais para jornais, oferece a criação de apps ideais para a publicação e disseminação de postagens aos usuários. Isso garante ainda mais segurança e credibilidade para a empresa jornalística, além da possibilidade de aumento da audiência fidelizada.

O serviço FastNews, desenvolvido pela empresa, é ideal para o jornal ou revista apresentar conteúdo próprio e original de forma instantânea aos seus usuários. O aplicativo disponibiliza diversos benefícios para os leitores e ainda apresenta o push como ferramenta de acionamento para o leitor. Tudo prático e dinâmico, como a informação deve ser difundida em diversos dispositivos móveis


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Com informações: TecMundo, UOL, O Globo.




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