Marca D'água impede pirataria de fotos



Sistema editorial acrescenta selo automaticamente nas imagens

A marca d’água impede o uso indiscriminado das imagens do jornal
Por Gustavo Gonçalves

A ação - colocar uma marca d’água sobre a fotografia digital – não é uma novidade, mas o método utilizado para isso vai facilitar demais a rotina nas redações de jornais e revistas. Uma nova funcionalidade de uma plataforma editorial conhecida e bastante utilizada em empresas jornalísticas, o Elite CS, da Mundiware, vem conquistando diagramadores, fotógrafos e jornalistas.

Para explicar seu modo de ação, vamos voltar um passo atrás e contar que o Elite CS é um sistema de edição que integra as versões impressa, digital e mobile de jornais e revistas, com incontáveis vantagens para simplificar e agilizar o trabalho. Agora, os desenvolvedores voltam seus esforços para a segurança e a preservação dos direitos dos profissionais envolvidos na produção de notícias.

A nova função coloca uma marca d’água em cada imagem publicada no portal, nas redes sociais ou no aplicativo da empresa de comunicação. Ao fazer o upload no sistema, a opção de acrescentar o selo com o nome do jornal é oferecida imediatamente ao profissional responsável.

Segundo o diretor da Mundiware, Emmanuel Ferreira, “a notícia passa a ser divulgada com mais velocidade, já que não é preciso usar programas de edição, como o Adobe Photoshop, para redimensionar a imagem ou colocar o selo. Nosso sistema faz tudo isso sozinho”.


UM SELO PARA CADA SITUAÇÃO


O Elite CS oferece mais do que um modelo de marca d’água. Geralmente, o selo utiliza o logotipo do jornal ou da revista. Mas ele pode ser mais fraco, mais forte, vir com uma tarja preta. Tudo depende da relevância da fotografia.

Por exemplo: o fotógrafo é enviado para a entrevista coletiva do prefeito, que vai anunciar um pacote de obras para a periferia da cidade. O evento também será coberto por outras publicações e pela assessoria de imprensa da Prefeitura. Todos terão imagens do evento. Portanto, neste caso, a marca d’água pode ser fraquinha ou nem ser utilizada. A não ser, é claro, que o fotógrafo capte uma cena incrível, num ângulo extraordinário, que traduza o momento de um jeito único.

Por outro lado, se o profissional foi enviado para uma reportagem exclusiva, esse ineditismo tem valor. Não é justo que os concorrentes, tentando pegar carona no fato, se apropriem da imagem sem dar o crédito. “O mesmo vale para matérias que não são exclusivas ou de denúncias, como shows musicais e pautas de turismo. É normal que o fotógrafo consiga ótimas imagens nestas ocasiões, e depois elas param no Google e todo mundo usa sem pagar os direitos. Por isso, tem que colocar a marca d’água mais forte ou até a com tarja preta”, explica Emmanuel Ferreira, da Mundiware.


QUEM APOSTOU NA NOVIDADE


Os fotógrafos de dois grandes jornais de Manaus, no Amazonas, já evitam o uso indiscriminado do seu trabalho utilizando a marca d’água do sistema Elite CS. O selo começou a ser aplicado há cerca de dois meses nas plataformas digitais do Em Tempo e do Agora, do Grupo Raman Neves de Comunicação (GRN). As publicações fazem o upload de cerca de 100 imagens todos os dias.

O recurso também começa a ser disponibilizado para as outras empresas de comunicação clientes da Mundiware, no Brasil, Equador e Estados Unidos.




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